Guerra no Irã impacta elevadamente o agronegócio no Brasil

            A alta no preço dos fertilizantes e diesel, devido a guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, está afetando produtores do agronegócio em todo o Brasil. A venda de milho para o Oriente Médio também sofreu consequências, devido à guerra, já que o Irã respondeu por cerca de 22% dos embarques totais em 2025. Outro efeito é na colheita de soja, devido à alta do diesel, visto que o Oriente Médio é grande produtor de petróleo.

Fertilizantes

Os fertilizantes são produtos largamente produzidos por países do Golfo Pérsico, que utilizam o Estreito de Ormuz, ainda bloqueado, como rota de transporte. O choque atinge em especial o grupo de fertilizantes nitrogenados, principalmente a ureia, o insumo do tipo mais usado por agricultores em todo o mundo – estima-se que metade do volume do produto comercializado no planeta tenha origem no Golfo.

Líder na produção de alimentos, o Brasil importa cerca de 85% do volume de fertilizantes utilizados anualmente, de acordo com dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Em 2025, todo o estoque de ureia do país teve origem no exterior, com aproximadamente 41% dessas importações passando justamente pelo Estreito de Ormuz, segundo a consultoria Agrinvest.

Alta do diesel

Em São Paulo, por exemplo, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio do diesel acumulou uma alta de 8,4% em março – um aumento de R$ 0,50 no litro comercializado pelos postos. A gasolina ficou 11% mais cara no período.

Esse desdobramento já afeta a comercialização da soja, maior produto de exportação brasileira, aponta o Cepea. Neste período do ano, o fluxo de caminhões é maior por causa da colheita do grão, o que também impacta no frete. Isso tende a reduzir a margem de lucro dos produtores.

Exportações de milho

            As exportações de milho para o Oriente médio também decaíram devido à guerra no Irã.Em 2025, 31,5% das exportações brasileiras foram destinadas ao Oriente Médio. O Irã sozinho respondeu por cerca de 22% dos embarques totais.

            O milho depende de fluxos logísticos contínuos. Desse modo, tensões envolvendo o Irã e a região do Golfo podem afetar os embarques via aumento de custos logísticos, restrições operacionais e eventual adiamento de compras, podendo causar sobreoferta doméstica no segundo semestre e alguma pressão aos preços domésticos no Brasil.

Consultoria da Ícono

            A Ícono está trabalhando com os produtores rurais estrategicamente nesse cenário de guerra e aumento de custos. Não é só renegociar dívidas, mas ajudar o produtor a reorganizar todo o modelo de operação.

Com o aumento dos insumos, a prioridade virou preservar o caixa. A assessoria da Ícono ajuda o produtor a:

– Revisar todos os custos (diesel, insumos, arrendamentos);

– Reduzir gastos não essenciais;

– Planejar compra de insumos no momento certo (evitar pico de preço);

– Reorganizar o calendário financeiro da safra.

            Com a alta do diesel, os preços dos fretes, além do transporte e colheita, ficaram mais caros.A Ícono direciona os produtores dessa forma:

– Planejamento logístico (menos viagens, rotas otimizadas);

– Negociação de fretes e contratos;

– Avaliação de alternativas (biodiesel, cooperativas, compras coletivas).

Fontes: Uol e CNN Brasil

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